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Guia Técnico 24 jun 2026

Make or Buy: Como Decidir entre Fazer Internamente, Terceirizar ou Combinar

Aprenda a decidir entre fazer internamente, terceirizar ou adotar modelo híbrido com custo total, capacidade, risco e reversibilidade.

capa 130

Make or buy é a decisão entre:

A pergunta parece financeira:

É mais barato fazer ou comprar?

Na prática, ela envolve:

O Sourcing Playbook do governo britânico, atualizado em junho de 2026, trata decisões de insourcing e outsourcing como parte do planejamento estratégico e recomenda avaliação baseada em resultados, mercado, capacidade e riscos, e não em preferência automática por um modelo.

Make or buy não é apenas custo

Comparar:

é insuficiente.

A análise precisa incluir:

Alternativas reais

Make

Executar internamente.

Buy

Contratar externamente.

Hybrid

Manter parte interna e terceirizar outra.

Partner

Criar relação colaborativa, joint venture ou codesenvolvimento.

Build-operate-transfer

Fornecedor constrói e opera antes de transferir.

Shared service

Concentrar capacidade interna para várias unidades.

Automate

Reduzir trabalho manual antes de decidir sourcing.

Acquire

Adquirir empresa, ativo ou propriedade intelectual.

A análise não deve limitar-se a duas opções quando o mercado permite outras.

Comece pelo resultado

Defina:

Não comece pela estrutura atual.

Uma definição orientada a resultado amplia alternativas.

O que é estratégico?

Uma atividade pode ser estratégica quando:

Estratégico não significa que toda execução precisa ser interna.

É possível manter:

e contratar parte da operação.

Core e non-core

Classificar atividades apenas como "core" e "non-core" pode ser superficial.

Uma atividade não central ao produto pode ser crítica para:

Use uma análise multidimensional.

Dimensões de decisão

1. Diferenciação

Perguntas:

2. Capacidade interna

Capacidade pode ser criada, mas exige tempo e investimento.

3. Mercado fornecedor

Sem mercado saudável, o buy pode ser apenas transferência de risco.

4. Volume e variabilidade

Volume estável

Pode justificar capacidade interna ou contrato estruturado.

Volume variável

Fornecedor pode oferecer escala compartilhada.

Pico previsível

Modelo híbrido pode ser adequado.

Demanda incerta

Contratos flexíveis podem reduzir investimento, mas aumentar preço.

5. Qualidade

Perguntas:

6. Velocidade

Considere:

Buy pode ser mais rápido se o fornecedor já possui capacidade.

Também pode ser mais lento quando há integração ou regulação.

7. Flexibilidade

Capacidade interna pode ser flexível em conhecimento e rígida em custo.

Contrato pode ser flexível em volume e rígido em mudança.

8. Propriedade intelectual

Avalie:

9. Dados

Perguntas:

10. Segurança e privacidade

11. Pessoas

Impactos:

A decisão precisa considerar obrigações e mudança.

12. Continuidade

13. Regulação

Algumas atividades exigem:

14. Reversibilidade

Pergunte:

Reversibilidade deve ser desenhada antes do outsourcing.

Custo de fazer

Inclua:

Não aloque custos corporativos que não desaparecerão apenas para tornar o buy mais atraente.

Custo de comprar

Inclua:

Custos evitáveis e não evitáveis

Evitável

Desaparece ou deixa de ser incorrido após a mudança.

Não evitável

Permanece, mesmo que a atividade seja terceirizada.

Exemplo:

O prédio e parte da liderança podem continuar.

Economia contábil não é igual a custo transferido.

Custo marginal e custo total

Uma equipe interna com capacidade disponível pode ter baixo custo marginal.

No longo prazo, o custo total pode ser maior.

Defina horizonte e decisão.

Custo de oportunidade

Recursos internos empregados em uma atividade deixam de ser usados em outra.

Exemplo:

Engenheiros internos podem manter um processo comum ou desenvolver produto estratégico.

Cenários

Cenário make

Investimento, capacidade e curva de aprendizagem.

Cenário buy

Fornecedor, transição, margem e governança.

Cenário híbrido

Retained team e escala externa.

Cenário automatizado

Tecnologia reduz demanda.

Cenário de saída

Custos e continuidade.

Horizonte

Compare:

Uma opção pode ser mais cara no primeiro ano e melhor no quinto.

Valor presente

Para decisões materiais, finanças pode aplicar:

Não use precisão financeira artificial com premissas frágeis.

Risco ajustado

Além do cenário base, modele:

Sensibilidade

Teste:

Isso mostra quais premissas decidem o resultado.

Should-cost do fornecedor

Ajuda a compreender:

Não elimine a margem legítima do provedor.

Capacidade de gestão do contrato

Buy exige capacidade interna para:

Outsourcing não elimina gestão.

Risco de hollowing out

A empresa perde:

Mitigue com retained organization, documentação e rotação de conhecimento.

Vendor lock-in

Pode surgir por:

Multi-sourcing

Vários fornecedores podem reduzir concentração e ampliar especialização.

Riscos:

Prime contractor

Um fornecedor coordena subcontratados.

Vantagens:

Riscos:

Internalização

Trazer para dentro pode exigir:

Não presuma que o cliente consegue internalizar imediatamente.

Automação antes do outsourcing

Pergunte:

Terceirizar trabalho manual que poderia ser eliminado pode cristalizar ineficiência.

Piloto

Use para testar:

O piloto precisa de:

Business case

Estrutura:

  1. contexto;
  2. resultado;
  3. opções;
  4. demanda;
  5. mercado;
  6. capacidade;
  7. TCO;
  8. risco;
  9. pessoas;
  10. implementação;
  11. governança;
  12. saída;
  13. recomendação.

Critérios ponderados

Exemplo:

Dimensão Peso
Estratégia 20%
TCO 20%
Capacidade 15%
Qualidade 15%
Risco 15%
Velocidade 10%
Reversibilidade 5%

Os pesos dependem do caso.

Critérios críticos podem ser eliminatórios.

Decision gates

Gate 1

Problema e resultado definidos.

Gate 2

Opções e mercado analisados.

Gate 3

Business case e risco aprovados.

Gate 4

Modelo e sourcing aprovados.

Gate 5

Transição validada.

Gate 6

Benefícios e operação revisados.

Viés da decisão

Possíveis:

Use equipe multidisciplinar e evidências.

Make or buy no setor público

A decisão pode envolver:

O Sourcing Playbook é referência de planejamento para serviços públicos, não uma regra automática para organizações privadas ou brasileiras.

Governança após a decisão

Se make:

Se buy:

Se híbrido:

Revisão periódica

A decisão pode mudar quando:

Make or buy não é decisão eterna.

Indicadores

Caso prático: central de atendimento a fornecedores

Opções:

A análise mostra:

A decisão:

  1. automatiza consultas simples;
  2. terceiriza primeiro nível;
  3. mantém especialistas internos;
  4. integra histórico;
  5. define SLAs;
  6. protege dados;
  7. mede resolução;
  8. treina BPO;
  9. testa continuidade;
  10. revisa após um ano.

A solução não é totalmente make ou buy.

Erros comuns

Como a CapturaMe se conecta a esse cenário

A CapturaMe pode fornecer dados de volume, ciclo, custo, demanda, fornecedores e performance para construir o business case.

A plataforma também pode suportar modelos internos, terceirizados ou híbridos sem perder a trilha e a governança do processo.

Conclusão

Make or buy é uma decisão sobre onde construir e como acessar capacidade.

A resposta correta pode ser interna, externa ou híbrida. O método precisa comparar TCO, estratégia, risco, pessoas e reversibilidade, preservando as competências necessárias para governar o modelo escolhido.

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Perguntas frequentes

Make or buy é uma decisão apenas financeira?

Não. Estratégia, risco, capacidade, dados e reversibilidade são essenciais.

Terceirizar reduz todos os custos internos?

Não. Custos de governança, tecnologia e overhead podem permanecer.

Atividade estratégica precisa ser 100% interna?

Não. A empresa pode manter decisão e conhecimento e contratar parte da execução.

Modelo híbrido é sempre melhor?

Não. Pode equilibrar capacidade, mas aumenta interfaces e gestão.

Como evitar lock-in?

Portabilidade, padrões, retained capability, documentação e plano de saída.

Quando revisar a decisão?

Em mudanças estratégicas, tecnológicas, de mercado ou no vencimento contratual.

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